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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

We Are Still Here


Um filme de 2015 que nos traz para os finais dos anos 70, sendo o primeiro filme realizado e escrito por Ted Geoghegan. Por ser um filme que só estreou em festivais de cinema e em pouquíssimas salas cinemas não existe um registo de bilheteira. As críticas tem sido positivas, mostrando que é um bom inicio para este novo realizador que apesar disso já é experiente como produtor e argumentista no terror.
O filme começa quando um casal se muda da cidade para o campo, depois do filho ter tido um acidente de viação e morrer. Anne apesar de estar longe, sente que o filho está ali consigo e pede à sua amiga May, que consegue ter ligações com espíritos, para que vá lá a casa e tente perceber se o seu filho está mesmo lá. A acção aquece quando começam aparecer imagens e pessoas mortos pela a casa e percebe-se que podem realmente não estarem sozinhos daquela casa.
Gostei do filme e penso que será dos melhores filmes de 2015, não será o mais conhecido nem o mais comercializado, muito provavelmente poucos se vão lembrar ele daqui a uns anos, mas tem qualidade para ser considerado um dos melhores deste ano. A actuação dos actores é bastante boa e ajuda a termos interesse no filme, pois a acção em sim não acontece frequentemente e temos de esperar quase até ao fim do filme para vermos cenas mais intensas, mas apesar de serem poucas, são com qualidade e feitas de uma maneira inteligente e interessante. O filme leva-nos para o final dos anos 70, os cenários, como os actores estão vestidos, falam e até as referências, dá-nos mesmo a impressão que estamos a ver um filme dos anos 70. Já a temática foi passada em muitos filmes e peca por não ser nada inovador e também por ter pouco tempo, condensando algumas partes, sendo que no final ficamos com uma sensação que nos soube a pouco e poderíamos ter visto mais 10 ou 20 minutos sem problemas.


Pontos Positivos:
- Representação
- Cenários
- Bom terror

Pontos Negativos:
- Originalidade
- Lento, pouca acção
- Duração

Rate: 7/10

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Hellraiser


Um clássico britânico que só mais tarde foi reconhecido, sendo considerado uns dos melhores filmes de terror feitos no Reino Unido. Apesar de actualmente o filme ser muito conhecido, não passou dos 14 milhões de dólares de bilheteiras. Não sendo considerado pela a crítica uma obra de arte, tem críticas positivas, mostrando o papel que tem na industria do terror e o seu impacto, tornando-o num clássico.
O filme começa em Marrocos onde Frank tem consigo um puzzle em forma de cubo, mostrando um ritual à volta desta peça. A narração passa por contar a história de Kirsty e da sua família sendo que o filme aquece quando coisas estranhas começam acontecer e principalmente quando aparecem demónios que querem levar toda a família para o inferno.
Este é daqueles filmes que com a tecnologia que existe hoje, é difícil de apreciar os efeitos visuais mas mesmo assim e já na época os efeitos eram melhores sendo que aqui são mesmo primários em termos de qualidade. Mas a sua história, os seus cenários e a caracterização dos demónios levam a melhor, dando um interesse especial, tornando principalmente o personagem Pinhead num culto e numa das personagens mais conhecidos do terror. Em suma, o filme é bom, com algumas falhas, principalmente de representação que não apaga a qualidade do filme em geral, mas que não o leva para o patamar seguinte e torna-lo num dos maiores filmes de terror de sempre, sendo que mesmo assim conseguiu encontrar o seu espaço e deixar a sua marca no terror. É um filme que qualquer fã de terror deve ver, pois é um dos bons filmes dos anos 80 e ajudou a trazer os filmes britânicos de terror para a luz do mainstream.


Pontos Positivos:
- História
- Terror
- Cenários
- Caracterização

Pontos Negativos:
- Efeitos especiais
- Representação

Rate: 7.5/10

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

The Gallows


Mais um filme que criou demasiadas expectativas para que no final seja um fracasso, com uma qualidade tão má que nem devia ter visto a luz do sol. Apesar da sua qualidade o filme conseguiu 38 milhões nas bilheteiras tendo um orçamento de 100 mil dólares. Já as críticas foram unânimes em declarar o filme mau e sem qualidade, sem qualquer relevância para a industria do terror.
O filme começa por mostrar um acidente numa peça de teatro escolar em 1993, com a morte de um dos jovens actores. Já em 2013 na mesma escola o grupo de teatro decide voltar a fazer a peça que em vinte anos nunca mais foi exibida devido ao acidente. As coisas começam aquecer quando dois dos jovens decidem ir durante a noite sabotar a peça, mas não estavam à espera das dificuldades que encontraram para isso .
Este é daqueles filmes que são uma perca de tempo, principalmente para quem quiser ver um filme de terror bom e não apenas um filme. Desde da história que nada tem de interesse até a má representação dos actores tudo corre mal, sendo que a temática podia ser mais bem explorada, em vez de uma peça de teatro podiam mesmo entrar na história e ser um filme medieval, o que seria muito mais interessante do que esta tentativa de school horror sem jeito nenhum. Este é daqueles filmes que só fica bem é na prateleira dos coleccionadores a fazer número.


Pontos Positivos:
- Sem tempos mortos (Acção do principio ao fim)

Pontos Negativos:
- História
- Representação
- Pouco Assustador
- Cenários
- Câmara

Rate: 2/10

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

The Omen


Um clássico perdido no tempo, que mesmo na altura em que saiu foi deixado na sombra de outros grandes filmes. Este é o primeiro de uma saga, que conta com excelentes actores como Gregory Peck ou Lee Remick, que levaram este filme a ter quase 61 milhões de dólares nas bilheteiras. Este filme teve boas reacções, tendo um Oscar para melhor banda sonora e outros prémios e nomeações no Golden Globe, BAFTA, Saturn Award, etc, o que mostra a qualidade do filme.
O filme conta a história de uma família que adopta uma criança, Damien, sendo os seus primeiros anos de vida normais. Todo começa a mudar quando num dos aniversários de Damien a sua ama se suicida e, posteriormente, aparece outra ama em casa da família Thorn para tomar conta de Damien. Os eventos estranhos começam a torna-se mais frequentes e à volta da família o que leva um padre a tentar avisar que Damien não é uma criança normal.
Este filme é interessante e é um dos bons filmes de terror feitos no anos 70, que nos faz perguntar porque é que não é mais conhecido e não está ao pé dos melhores filmes de terror, pois desde do som ambiente que a banda sonora nos proporciona, até à qualidade da história que nos faz repensar as nossas crenças e o que sabemos sobre a religião e as suas lendas e mistérios, um filme que nos entretém nas quase duas horas que tem, algo que era pouco comum na altura, com excelentes actores que ajudam a criar um enredo incrível. Só peca por ter uma fraca qualidade nos efeitos especiais e a sua pouca originalidade no que toca à produção de fazer um filme de terror ligado ao sobrenatural. Este é um filme que deve estar na colecção de qualquer fã de terror e deve ser ajudado a ter outra vez relevância nos círculos de terror pelo mundo fora.


Pontos Positivos:
- Banda Sonora
- Enredo
- Representação

Pontos Negativos:
- Efeitos Especiais
- Pouco Original

Rate: 8/10