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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A Christmas Horror Story


O filme de natal mais assustador deste ano, que traz consigo umas histórias de natal para aquecer esta época fria. O filme estreou em poucos cinemas e saiu também directamente em VOD, não havendo um registo oficial de bilheteira. Mas apesar disso o filme tem sido bem recebido pela crítica, dando críticas positivas, mostrando que é uma das boas surpresas do ano.
O filme é um relato de quatro histórias que acontecem na véspera de natal. Onde um grupo de estudantes investigam um homicídio misterioso que ocorreu no natal anterior, um casal que se apercebe que o seu filho está a comportasse de forma estranha após uma viagem a uma floresta para cortar uma árvore para fazer a árvore de natal e uma família que é perseguida através de um bosque por Krampus, enquanto isso, no Pólo Norte, o Pai natal está ocupado com um ataque de elfos zumbis.
Este filme é um dos bons filmes que se fez este ano, mas que mesmo assim não apostou muito na sua própria publicidade e sucesso. Com uma participação especial de William Shatner como locutor de rádio, o filme torna-se ainda mais especial, apesar da sua qualidade falar por si, pois a ideia de contar várias histórias, usando o misto do conceito de natal e de terror é uma jogada interessante. Mas apesar disso existe uma desigualdade na qualidade e no conteúdos das histórias, pois umas são mais bem exploradas do que outras e como nos vamos apercebendo ao longo do filme, estas, pouco ou nada têm em comum, o que pode ser decepcionante para alguns. Outro problema é as mudanças de história que muitas vezes cortam o climax que se tem com a história que se estava acompanhar, apesar de que também evita tempos mortos, pois ao passar de história em história, só nos é relatado quando existe acção para isso. Mas apesar de tudo o filme tem qualidade, tem terror, está bem feito e tem um final daqueles que poucos esperam, em que uns vão amar outros odiar, tudo o que se espera de um bom filme de terror.


Pontos Positivos:
- História
- Representação
- Terror
- Originalidade

Pontos Negativos:
- Efeitos Visuais
- Desigualdades nos contos
- Mudanças de contos

Rate: 7.5/10

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Cube


O primeiro filme de uma triologia que inspirou novos filmes de terror psicológico, sendo já um clássico novo do género. Apesar de ter ganho dois prémios em festivais de cinema, o filme não teve grande sucesso comercial, não passando de meio milhão de dólares. A maior parte das críticas são positivas e quase todos percebem a importância do filme, mas também se apercebem sobre as falhas que podiam levar este filme para um patamar ainda mais alto.
A história relata seis estranhos a despertar num labirinto cúbico, ao encontrarem-se, começam a trabalhar juntos, usando as suas habilidades e talentos para sobreviver às armadilhas mortais que os aguardam nos quartos cúbicos. Ao avançar do tempo as personagens começam a ficar desesperadas, desconfiando e a confrontarem-se umas as outras, pondo em causa a capacidade de sair daquelas armadilhas.
Este foi um dos primeiros filmes do realizador Vincenzo Natali mas que não continuou com a saga, uma ideia excelente para criar uma espécie de saw mas com quartos armadilhados. Apesar da ideia ter um bom princípio e por isso este filme ter-se tornado num clássico dos finais dos anos 90, a má definição da história, onde ficamos sem perceber o que se passa e porquê que estas pessoas estão aqui, sabendo só algumas ligações este personagens e as suas profissões, deixa-nos só interessados em saber  como irão sair daquele labirinto. A má representação dos actores também não ajudou a que este filme chega-se mais além, o que reduz o filme à qualidade da ideia e dos cenários. Em conclusão o filme é interessante mas que no final nos deixa com um sabor amargo e a quer saber mais do que nos foi dado a saber, deixando-nos um pouco frustrados mas com vontade de saber o que nos vai trazer os filmes seguintes.  


Pontos Positivos:
- Originalidade
- Cenários

Pontos Negativos:
- História
- Representação

Rate: 6/10

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Damien: Omen II


O segundo filme da trilogia original de um dos clássicos de terror dos anos 70, que nos faz reencontrar Damien e o seu destino. O filme estreou-se em 1978 e teve uma bilheteira de 26.5 milhões de dólares e um orçamento de 6.8 milhões de dólares, mostrando-se assim mais o interesse em o fazer do que em o ver. Já as críticas são mistas e instalam-se entre o mau e o razoável, dando para perceber que o filme apesar do investimento não superou e até é pior que o seu anterior.
O filme começa com um arqueólogo que encontra uma gruta onde estão gravuras e escritos sobre o anticristo, mostrando uma figura igual a Damien. O filme passa-se quando Damien tem 12 anos e está a viver em casa do tio, as coisas começam a ficar estranhas sempre que existe uma situação que perturba Damien, quer em casa, quer na escola, situações que acabam quase sempre em mortes, o que faz desconfiar que algo se passa com Damien.
Esta sequela acaba por se encaixar bem no primeiro filme, dando uma continuidade ao acompanhamento da vida de Damien, mas aí está o problema, pois quem viu o primeiro sabe quem está a causar problemas e porquê, o que torna o filme previsível e com pouco interesse, apesar de terem conseguido fazer uma boa história. Mas mesmo assim não conseguiram ter actores que representassem como no primeiro filme e acabaram com um final que mais uma vez é previsível e pouco original, estragando todo o esforço que fizeram para dar uma boa sequência à saga. Por fim é preciso realçar, que tal como no primeiro filme, a qualidade da banda sonora é fantástica e envolve-nos ainda mais no filme. É uma sequela medíocre mas não é a pior que existe, valendo a pena ver para acompanhar o crescimento do personagem e a narrativa da saga.


Pontos Positivos:
- Banda Sonora
- Várias cenas de morte
- História

Pontos Negativos:
- Representação
- Conclusão do filme
- Previsível

Rate: 6/10