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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Angst


Um filme austríaco que é um tesouro europeu escondido do terror que influenciou realizadores como Gaspar Noé e filmes como Heny: Portrait of a Serial Killer. O filme não tem qualquer registo de bilheteira, mas percebe-se pelo seu historial que não foi um filme com grande sucesso financeiro. As críticas apesar de poucas tem sido bastante positivas, reforçando a ideia de mito que este filme tem à sua volta.
A história começa com um psicopata a ser libertado da prisão onde está por ter morto uma pessoa dez anos antes, apesar da sua falta de empatia e falta de arrependimento sobre o caso. Por não ter sido tratado, os seus desejos e vontades continuam, o que o faz procurar mais vitimas para satisfazer o seus desejos mais obscuros, encontrando o cenário ideal.
Este é um filme bastante interessante e diferente, pois é narrado e conhecemos todos os pensamentos do psicopata, as ideias que tem para matar, os seus desejos e até as razões que o levam a isso, dando uma perspectiva diferente da maior parte dos filmes, que se focam mais nas vitimas e não no agressor. A intensidade do filme é alta e temos acção desde logo, pois como nos é narrado o pensamento da personagem, mesmo quando as cenas não têm acção física, o que ouvimos é uma mente cheia de vontades e desejos obscuros que nos deixam à espera do pior. O filme só peca na parte técnica e apesar de ter uma boa banda sonora, a sonoplastia deixa muito a desejar, tal como algumas cenas de câmara e efeitos visuais, mas percebe-se por ser um filme que é quase amador e sem grande produção por trás, dando mais relevo à história que quer contar. Em suma é um excelente filme mas pouco conhecido que vai agradar à maior parte dos fãs de terror, principalmente aqueles que gostam de terror psicológico e filmes pouco "mastigados" que fazem o espectador ter trabalho de pensar.



Pontos Positivos:
- História
- Ambiente
- Personagem Principal
- Terror Psicológico
- Banda Sonora

Pontos Negativos:
- Som
- Câmaras
- Efeitos

Rate: 8/10

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

The Purge: Election Year


O terceiro e último filme de uma das trilogias de terror de mais sucesso dos últimos anos, que não podia ter saído num melhor ano do que 2016, ano de eleições americanas. O filme teve de bilheteiras 113.3 milhões de dólares, sendo o filme que mais receitas teve da trilogia, e foi produzido com 10 milhões de dólares, o que o torna um sucesso. As críticas são mistas, não dizendo que o filme é mau, também não é uma obra de arte, estando a meio das tabelas de quase todas as críticas.
O filme começa com uma família atacada na noite em que a purga é feita, deixando uma só sobrevivente, que mais tarde se torna senadora e candidata a presidente dos Estados Unidos, sendo defensora do fim do regime de purga. A acção começa quando no ano das eleições, a candidata Charlie Roan se expõe mais na noite da purga e é preparado um ataque para a matar, sendo que o seu guarda costa, Leo Barnes protagonista do filme anterior, e alguns dos seus apoiantes farão tudo para a manter viva com esperança que ela ganhe as eleições e acabe com a purga.
Esta era uma saga que gostei desde do primeiro filme e percebi logo que era diferente de muitos outros filmes do género porque mistura politica e a loucura humano no seu extremo e como essa junção pode ser perigosa. Num ano em que os Estados Unidos vão a eleições e um dos candidatos, poderia muito bem implantar este regime que vimos nesta saga, a ideologia e a história deste filme não poderiam fazer mais sentido. Sendo este o último filme, os argumentistas decidiram dedicar-se mais à história e deixar mais o terror de lado, o que pode aborrecer muitos, mas não deixaram de maneira alguma a sua imagem de marca que são as personagens instantâneas mas com um estilo e imagens fascinantes que vemos ao longo do filme, juntando armadilhas e efeitos visuais interessantes, o que garante a qualidade do filme, mas tornando-o mais num género de acção do que de terror. Esta é uma boa conclusão da saga mas deixa bem claro que não lhe vão pegar mais, tornando imperdivel para quem acompanhou os primeiros filmes, nem que seja para ver como termina a saga, mas não esperem um massacre em massas e o festival de gore que foi o anterior. 


Pontos Positivos:
- História
- Efeitos
- Som
- Personagens

Pontos Negativos:
- Pouco Gore
- Mais no mesmo

Rate: 7/10

terça-feira, 13 de setembro de 2016

The Descent


Um dos melhores filmes de terror de 2005 e um dos melhores filmes dos anos 2000 que ainda hoje é uma referência para o género. O filme teve de bilheteira 57 milhões de dólares um sucesso modesto para a qualidade do filme. As reacções ao filme foram positivas, tendo o filme ganho 8 prémios e entrado em listas de sites e revistas de referência do cinema e no terror em particular, tendo direito a uma sequela em 2009.
A história baseia-se numa aventura de amigas, que decidem aventura-se numa exploração às grutas perto do lugar onde decidiram reencontrar-se um ano depois de um grande acidente de viação que quase as matou. Depois de entrarem numa das grutas os problemas começam a surgir, deixando-as em pânico e a tentar tudo para sair dali o mais depressa possível e com vida, sendo surpreendidas com que encontram lá em baixo.
Este é um grande filme de terror que cria um ambiente claustrofóbico que nos tira o ar só de ver, o que mostra a capacidade que o filme tem de nos envolver nos cenários e na história, criando logo laços com as personagens, o que nos faz estar a torcer para que elas saiam todas vivas daquele inferno. Uma dica para tornar este filme mais intenso, é ver-lo num quarto às escuras, pois a sensação de aperto sente-se ainda mais e deixa-nos mesmo desconfortáveis, no bom sentido claro. Este é um filme imperdível para qualquer fã de terror e que se vai tornar um dos filmes favoritos de muitos de quem o ver, mas mesmo com isto tudo o filme perdeu alguma da sua relevância e atenção, o que é de estranhar.



Pontos Positivos:
- Terror
- Ambiente
- Representação
- História

Pontos Negativos
- Som
- Efeitos visuais

Rate:8/10

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

31


O novo filme do músico e realizador Rob Zombie que volta aos ambientes e às ideias dos seus primeiros filmes. Este filme ainda está nos cinemas por isso ainda não tem um valor de bilheteiras. O filme foi um projecto de crowdfunded bem sucedido. Até agora, as reacções são mistas, mas com uma tendência negativa, algo que já vem acontecer ao Rob Zombie desde dos remakes do Halloween.
A história começa com uma cena de um personagem pintado a falar com alguém que irá matar. A seguir o enredo acompanha um grupo que anda numa carrinha a viajar e que é obrigado a parar na estrada por esta ter bonecos de palha no seu caminho, são raptados e levados para um espaço onde lhes é dito que iram jogar um jogo chamado 31 e que o objectivo do jogo é tentarem sobreviver. Acção começa aqui, quando os personagens farão tudo para se safarem.
Este era um filme que já esperava algum tempo, pois sou fã do trabalho do Rob Zombie, com o trailer e com as notícias que iam saindo fiquei ainda mais interessado no filme. Apesar de ser verdade que o realizador voltou às origens e conseguiu aqui criar ambientes fantásticos e alucinantes, com personagens interessantes e com uma qualidade de actores de louvar para um filme que foi sujeito a crowdfunding, mas a história fica um bocado aquém do que se esperava, parecendo um Hunger Games mas R-18 e mostrando que existiam muito boas ideias mas que o Rob não soube o que fazer com elas, largando-as ao longo do filme, o que faz com que se vá perdendo a dinâmica ao longo da história, mas tendo um bónus fantástico que é ter um personagem que daria um excelente joker. O filme é interessante de ver e entretêm mas pode decepcionar os fãs mais exigentes, falhando em ser um retorno à glória por parte do Rob Zombie. 



Pontos Positivos:
- Cenários
- Personagens
- Representação
- Som

Pontos Negativos:
- História
- Câmaras
- Gore

Rate: 6/10